Impecabilidade com a Palavra

Os 4 Compromissos Toltecas

Esse certamente foi um dos livros que mais me inspiraram a transformar atitudes nocivas (conscientes ou inconscientes) que eu tinha em relação eu mesmo e às minhas escolhas. Indicação de um grande amigo, quando esse livro chegou em minha vida eu estava passando por processos profundos de auto-observação e auto-transformação.

O livro, escrito por Don Miguel Ruiz, traz luz à uma sabedoria ancestral do povo Tolteca, tratando de 4 compromissos que você pode fazer consigo mesmo, com a finalidade de se libertar do que o autor chama de “sonho infernal” (para os Toltecas, o espelho enevoado ou mitote em sua língua) e passar para um novo sonho. Um sonho onde o céu existe na Terra ou onde quer que estejamos, sendo nós mesmo o próprio sonhador.

Resumidamente e nas palavras de Don Miguel, os quatro compromissos são: 1 – Seja impecável com a sua palavra; 2 – Não leve nada para o lado pessoal; 3 – Não tire conclusões; 4 – Dê sempre o melhor de si.

Cada um desses compromissos atua em um âmbito de nosso ser, nos servindo como a base de uma conduta interna que aos poucos e através da nossa força de vontade em vencer nossos maus hábitos. Sempre com o enfoque na auto-responsabilidade, nos coloca em contato conosco mesmo, devolvendo o poder pessoal, a capacidade de escolha e principalmente, a liberdade para sonhar.

Apesar de não haver uma ordem cronológica para colocar em prática esses compromissos, sendo possível escolher atender a todos eles ao mesmo tempo, vou iniciar escrevendo a respeito do primeiro compromisso, impecabilidade com a palavra, e nos próximos posts abordarei os demais.

Primeiro Compromisso – Seja Impecável com a sua palavra

 

Ser impecável com a própria palavra é empregar corretamente a sua energia;

é usá-la na direção da verdade e do

amor por você mesmo.

Don Miguel Ruiz

Segundo Don Miguel, esse é o mais importante dos compromissos e ele sozinho já é o suficiente para que se saia do “sonho infernal” e comece a entrar em um sonho de mais amor e paz.

Através da palavra somos capazes de construir os mais belos sonhos, no entanto, ao mesmo tempo é através da palavra que somos capazes de destruir completamente nossos próprios mundos.

Através da palavra somos capazes de entrar em contato com o mundo interno dos outros, transformando seus pensamentos, transmutando seus conceitos e influenciando suas opiniões. Quem de nós nunca passou pela situação em que estava inseguro com a aparência, e viu seu mundo desabar ao ouvir um comentário negativo de alguém a respeito do assunto?

Nossa palavra, falada, escrita ou cantada leva vibrações para todo o universo.

Antigamente, era costume dos celtas sempre tratar muito bem os bardos viajantes. Sempre que eles chegavam em algum lugar, eram recebidos com boa comida e bons aposentos. Isso era assim, pois todos desejavam ser bem lembrados por aqueles que sabiam utilizar a palavra para exaltar ou debochar uma história ou um anfitrião. Naquela época, todos reconheciam o poder da palavra.

Palavras criavam encantamentos. Através delas as bênçãos e as maldições tomam forma e se fazem real.

Percebo que atualmente muitos perderam a consciência da importância da expressão falada ou escrita. As pessoas perdem tempo demais conversando sobre assuntos inúteis para elas mesma ou ainda, fofocando.

Aliás, Don Miguel compara fofoca a um vírus de computador, capaz de prejudicar completamente as emoções daqueles que fazem a fofoca e dos que são alvos das mesmas. Ele nos chama a atenção de que esse é um dos maiores males que existe hoje.

Sempre que fazemos o mal uso da palavra, de início pode parecer que estamos atuando contra o outro e que não somos afetados por isso. Mas o que acontece é que estamos criando uma realidade onde a raiva, a mentira, a inveja ou qualquer que seja a negatividade, está criando força dentro de nós mesmos. Isso nos torna um ambiente propício para a proliferação de toda essa negatividade.

 

Uma das partes mais importantes desse compromisso, é sempre falar a verdade.

E essa foi umas das principais dúvidas que me surgiram logo que comecei a colocar esse compromisso em prática: O que fazer ao me encontrar dentro de uma situação, onde eu não estou pronto para compartilhar minha verdade?

A mentira não é uma escolha positiva em nenhuma situação. Ela é como uma magia negra, uma maldição ou ainda, uma ilusão. Sendo apenas capaz de prejudicar ainda mais a situação, mesmo que momentaneamente crie a impressão de uma solução fácil e rápida.

Optando por não mentir, passei por ocasiões em que eu não me respeitei, acabando por verbalizar uma verdade de forma a machucar a mim mesmo ou a machucar o outro. Com o tempo aprendi que impecabilidade com a palavra também envolve entender e respeitar o momento em que devemos calar.

Não somos obrigados a responder todas as perguntas.

Nesse caminhar, acabei aprendendo um método que me ajuda bastante a decidir se devo falar ou calar. Se trata de um filtro chamado de filtro de Sócrates (encontrei flutuando pela rede online).

Antes de falar algo, faça-se as seguintes perguntas:

– Eu acredito no que vou dizer? (É verdade?)

– O que vou dizer é bom para mim ou para quem ouve? (É bom?)

– O que vou dizer tem alguma utilidade e é justo ser falado? (É útil nesse momento?)

Fazendo essas três perguntas a si mesmo, facilita a decisão de falar ou calar. Ah! Lembrando-se sempre que sua opinião pessoal é apenas a sua opinião e não expressa nada além do seu ponto de vista.

Ao fazer o bom uso constante da palavra ela ganha cada vez mais força, sendo capaz de criar a realidade que almejamos. Cria, também, um ambiente de proteção em relação à tudo que chega até o nosso espaço sagrado, como um filtro. Nos liberta de criarmos compromissos indesejados que nos aprisionam em locais de sofrimento.

Observo que à medida que permaneço dentro desse compromisso e assumo a responsabilidade por tudo que me acomete, meus pensamentos em relação à uma situações ou à pessoas, cada vez mais são silenciando.

Aos poucos, vão dando lugar à pensamentos mais objetivos e ao silêncio interior, calando cada vez mais aquela voz tagarela que vive em nossa mente. Esse silêncio me torna mais criativo na forma como me expresso através da palavra.

A impecabilidade da palavra pode levar à

liberdade pessoal, ao sucesso e à abundância;

pode facilmente dissolver todo o medo e

transformá-lo em alegria e amor.

Don Miguel Ruiz

Por fim, vale ressaltar que o ponto principal desse e dos demais compromissos, é a auto-responsabilidade. Apesar de que apenas atuando em seus comportamentos com o objetivo de atender a esse compromisso, já seja um ato que irá limpar cada vez mais a negatividade dentro de si, a auto-responsabilidade nos liberta de qualquer desculpa para justificar um determinado comportamento, padrão de pensamento ou reatividade dentro de uma situação.

Assim, fica mais rápido nosso progresso em viver cada vez mais para nossa própria alma, colocando o ego no seu devido lugar de cocheiro, e não de imperador da nossa vida.

Espero que tenham gostado desse primeiro texto.

Sintam-se à vontade para perguntar ou compartilhar suas experiências, sentimentos e pensamentos em relação a essa assunto.

Gostou? Deixe sua opinião nos comentários! Sugestões são bem-vindas! 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: